08 de julho de 2026
Nacional

Dados de emprego dos EUA surpreendem

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Os Estados Unidos abriram 4,8 milhões de vagas de trabalho apenas no mês de junho, segundo dados do relatório de empregos, conhecido como payroll, publicados nesta quinta-feira (2) pelo Departamento do Trabalho do país. Como no mês passado, a leitura surpreendeu as expectativas do mercado e reforça a tese de uma recuperação econômica em curso. A expectativa era de criação de 3,7 milhões de vagas.

A taxa de desemprego, por sua vez, caiu de 13,3% a 11,1% no mesmo intervalo, também surpreendendo a estimativa de queda a 12%, e a fatia da população dos EUA que participa da força de trabalho cresceu 0,7 ponto porcentual, para 61,5%.

"Estas melhorias no mercado de trabalho refletem a continuação da retomada da atividade econômica, afetada em março e abril devido à pandemia de coronavírus", diz o órgão oficial, em nota.

Já salário médio por hora dos trabalhadores caiu 1,27% na passagem de maio para junho, ou US$ 0,35, para US$ 29,37 por hora. Na comparação anual, houve acréscimo de 6,75%. Analistas esperavam ganhos de 1,5% na comparação mensal e de 9,4% no confronto anual.

NOVOS ESTÍMULOS

O governo dos Estados deve ampliar seus estímulos à economia. A percepção vem após coletiva de imprensa do alto escalão da Casa Branca, na manhã desta quinta-feira, 2, para repercutir o relatório de empregos do país, o payroll, divulgado mais cedo. O presidente Donald Trump pediu cortes de impostos "com urgência", enquanto o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciou mais apoio fiscal a empresas atingidas pela crise do novo coronavírus, embora não tenha detalhado prazos ou valores.

Apesar de reconhecerem a necessidade de um suporte adicional à economia dos EUA, Trump e Mnuchin elogiaram o processo de reabertura em vigor no país, após o período de quarentena. "Reabertura está acontecendo com segurança, queremos que igrejas reabram logo", disse o presidente. "Teremos um terceiro trimestre incrível na economia americana e 2021 será histórico", completou.