Bruxelas - Um estudo publicado na revista acadêmica Cell aponta que uma variedade do coronavírus concentrada inicialmente na Europa sofreu uma mutação e tornou-se a forma mais prevalente do vírus na pandemia global. Segundo a publicação, a variante chamada G614 pode apresentar uma vantagem em relação à inicial, o que permite que ela seja até seis vezes mais capaz de infectar, mas não aumenta a severidade da doença.
O estudo foi elaborado por vários pesquisadores, de diferentes institutos, liderados por Bette Korber, do Laboratório Nacional Los Alamos, com o título "Tracking changes in SARS-CoV-2 Spike: evidence that D614G increases infectivity of the Covid-19 virus".
VACINA
Líder de equipe para Implementação de Pesquisas da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ana Maria Henao Restrepo afirmou que ainda não é possível saber se haverá vacina eficiente para a Covid-19. Segundo ela, porém, várias candidatas têm avançado nas etapas previstas nessa busca. "Nos sentimos encorajados com o progresso das vacinas, mas aguardamos mais resultados", disse Restrepo, durante entrevista coletiva da entidade.
A autoridade da OMS informou que há 17 vacinas para Covid-19 em alguma etapa das fases de testes clínicos (1, 2 ou 3), neste momento, com expectativa de que nas próximas semanas esse número aumente.
Restrepo comentou que uma das candidatas, da Universidade Oxford, está avançando agora para a fase 3 de testes, enquanto outras cinco delas estão na fase 2.
PORTUGAL
Após a decisão da União Europeia (UE) de barrar a entrada de cidadãos vindos do Brasil em seu território na primeira fase de reabertura de fronteiras, o governo de Portugal anunciou que abrirá exceções. Se a viagem foi muito necessária, abrirá as portas para quem provar não estar infectado. O exame negativo
O exame deve ter sido realizado "nas últimas 72 horas antes do embarque, sob pena de lhes ser recusada a entrada em território nacional".