Buenos Aires - O Ministério Público da Bolívia pediu nesta segunda-feira (6) a detenção e a extradição do ex-presidente Evo Morales, por uma acusação de terrorismo. Evo, que renunciou há oito meses, vive com o status de refugiado em Buenos Aires.
A acusação foi emitida por uma comissão de promotores anti-corrupção, por conta do chamado "caso áudio", que investiga uma gravação telefônica em que o ex-presidente convoca apoiadores na Bolívia a bloquear ruas e estradas durante as tensões que ocorreram depois de sua saída do país por pressão do Exército.
Esses áudios revelam conversas de Evo Morales com o ativista e dirigente cocaleiro Faustino Yucra.
Como refugiado político na Argentina, o ex-presidente também enfrenta outras acusações na Bolívia, e já há uma ordem da Interpol para detê-lo.
Na Argentina, a lei de refugiado político protege o ex-mandatário no caso de extradição.