09 de julho de 2026
Nacional

Presidente quer ouvir novo candidato ao MEC

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (7) que gostaria de decidir o mais rápido possível o novo ministro da Educação. Mesmo após anunciar diagnóstico de Covid-19, Bolsonaro afirmou que espera ter contato na tarde de ontem com um candidato de São Paulo e indicou que pode ser o escolhido. O presidente confirmou também que o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-SP), está cotado para o cargo e o chamou de "reserva" para vaga.

"Eu espero hoje ter mais um contato. É um candidato do Estado de São Paulo. Talvez seja ele. Temos como reserva até o Major Victor Hugo, que é líder do governo na Câmara", disse o presidente no Palácio da Alvorada, sem revelar o nome do novo candidato.

Bolsonaro elogiou o líder do governo e destacou a confiança nele, mas ponderou que indicá-lo ao MEC geraria críticas por ter mais um militar no governo. "(Vitor Hugo) É 'zero um' de academia. É confiança em primeiro lugar. Não pode fugir disso aí. É uma pessoa que tem capacidade muito grande de organização. Em poucos dias, estudou o ministério e apontou os problemas. É uma pessoa excepcional, mas vão cair em cima dele por ser major do Exército. Pessoal acha que tem militar demais no governo. Mas, até brinquei com ele, é um excepcional reserva para essa situação. Caso seja ele, não vou dizer que o será, será um bom nome", disse o presidente.

Entre os cotados para ministro da Educação, estão o reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Correia, que chefiou a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e Marcus Vinícius Rodrigues, que presidiu o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC). Os dois são próximos a militares e atuaram na gestão do ex-ministro Ricardo Vélez.

Também seguem cotados Sérgio Sant'Ana, ex-assessor de Weintraub, e Ilona Becskeházy, secretária de Educação Básica do MEC. Ela, porém, perdeu força na ala ideológica do governo, por ter atuado na campanha presidencial de Ciro Gomes (PDT). Há ainda o evangélico Benedito Guimarães Aguiar Neto, que foi reitor da Universidade Mackenzie e hoje é presidente da Capes. Na segunda-feira, Bolsonaro também recebeu o reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), Aristides Cimadon.