10 de julho de 2026
Política

Bolsonaro diz ser vítima de perseguição

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Em sua primeira manifestação pública após a ação do Facebook que removeu uma rede com 73 contas ligadas a integrantes do seu gabinete, seus filhos e aliados, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (9) que é vítima de perseguição e que seus adversários querem derrubá-lo no tapetão.

Foram removidas 35 contas do Facebook e 38 do Instagram que, segundo a empresa, atuaram para manipular o uso das plataformas antes e durante o mandato de Bolsonaro - incluindo a criação de pessoas fictícias que se passavam por repórteres. Parte das contas promovia propagação de ódio e ataques políticos.

"No Brasil sobrou para quem? Para quem está do meu lado, para quem é simpático à minha pessoa. E a esquerda fica aí posando de moralista, de propagadores da verdade etc.", disse Bolsonaro na transmissão feita diante de ao menos dois assessores em um gabinete improvisado para que ele se mantenha isolado já que está contaminado pelo novo coronavírus.

'VONTADE DE RIR'

Bolsonaro fez a live sem máscara e tossiu duas vezes. Sobre a mesa, havia uma caixa de hidroxicloroquina, medicamento que não tem eficácia cientificamente comprovada pela ciência no combate à doença. No braço esquerdo, estava visível um curativo para proteger o local de onde tirou sangue para acompanhamento de sua equipe médica.

O presidente disse ser alvo de ataques na internet e acrescentou que quem o chama de fascista não sabe do que está falando. Ao mostrar exemplos das agressões virtuais que sofre, afirmou que "dá vontade de rir de um otário deste aqui".

Bolsonaro afirmou que há pessoas que "teimam o tempo todo para derrubar o governo, para dizer que estamos produzindo material de ódio".

"O que que é ódio? Que que é material de ódio? Me apresente um texto que tenha saído de um Facebook meu, de um Instagram, de um WhatsApp... WhatsApp é difícil saber, mas de outra mídia social qualquer batendo no Legislativo, no Judiciário, seja o que for. Não existe isso".

Bolsonaro disse lamentar o que vem ocorrendo. "Não podemos perder essa liberdade da imprensa. Isso me elegeu presidente da República", afirmou.

O presidente disse que não produziu notícias falsas durante a campanha eleitoral de 2018 e negou que tenha promovido impulsionamento de fake news nas eleições presidenciais.