A contratação do atacante Matheus Davó feita pelo Corinthians no começo deste ano está em xeque depois de um juiz da 9ª Vara Cível de Campinas apontar fraude nos trâmites entre o clube alvinegro e o Guarani.
Segundo o juiz Francisco José Blanco Magdalena, o Corinthians tinha conhecimento sobre a penhora dos direitos econômicos de Davó. Apesar disso, o clube alvinegro consolidou a compra de cerca de 60% dos direitos do jogador de 20 anos, que é agenciado pela Elenko Sports, do empresário Fernando Garcia.
A penhora ocorreu depois de uma empresa de consultoria, a RDRN Participações e Empreendimentos LTDA, entrar na justiça contra o Guarani por dívida de R$ 35 mil. "Por sua vez, inegável a ciência do Sport Club Corinthians Paulista, uma vez que foi notificado em dezembro de 2019 acerca da penhora dos direitos econômicos do referido atleta, anteriormente, portanto, à contratação firmada em janeiro de 2020", diz o despacho.
"Daí porque o referido clube tinha conhecimento da inadimplência e da situação pré-insolvente do Guarani e optou por assumir o risco do negócio. Assim, afastada a boa-fé do adquirente e verificado que a contratação do atleta ocorreu após a penhora dos direitos econômicos".
Transação anterior à ida do jogador ao Corinthians também foi mencionada. Em setembro passado, Davó conseguiu a liberação do Guarani depois de pagar R$ 700 mil. Com o montante, adquiriu 40% dos 60% pertencentes ao Guarani.
A reportagem procurou os dois clubes para comentar a situação. O Guarani afirmou que ainda não notificado, enquanto o Corinthians ressaltou que é uma decisão em primeira instância e que acompanhará o caso. Procurado, o empresário Fernando Garcia não quis comentar o assunto.