09 de julho de 2026
Internacional

Nova tradução de Memórias Póstumas esgota nos EUA

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 1 min

Nova York - Os protestos contra a morte de George Floyd tinham acabado de completar sete dias nos Estados Unidos (EUA) - e continuariam levando norte-americanos às ruas em cidades de todo o país por semanas - quando o livro de um autor brasileiro foi lançado. Não era exatamente um lançamento. O autor morreu há 112 anos e o romance foi lançado em 1879. Resultado: a edição de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Asssis, lançado nos EUA pela Penguin Classics, esgotou-se em um dia. 

O Memórias Póstumas de Brás Cubas, lançado pela Penguin Classics, ou The Posthumous Memoirs of Brás Cubas, como ficou a edição norte-americana, foi traduzido pela americana radicada no Brasil Flora Thomson-DeVeaux, que também assinou a introdução e é responsável pelas notas explicativas. O livro tem prefácio assinado pelo escritor e editor David Eggers.

PREFÁCIO 

Em uma conversa com a Agência Brasil, Flora disse que o prefácio pode ter contribuído para Memórias Póstumas ter se esgotado em meio a protestos raciais. O prefácio de Eggers foi publicado antes do lançamento da tradução, na prestigiosa revista The New Yorker, que teve entre seus colaboradores Truman Capote e J.D. Sallinger. Outro fator, na opinião de Flora, também é a vontade do leitor dos EUA em procurar autores não brancos e que não façam parte do cânone norte-americano. "Ele chega na língua inglesa com quase 70 anos de atraso", disse.