Lisboa - A chegada de dois barcos com migrantes do Norte da África, em junho, acendeu o alerta de que a região do Algarve, no sul de Portugal, pode representar uma nova rota de imigração irregular para a Europa.
O governo português diz que não há motivo para preocupação com o desembarque de migrantes em sua costa, mas o presidente do Sindicato de Carreira e Fiscalização do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o órgão responsável pela imigração em Portugal), Acácio Pereira, classificou a situação como preocupante. Segundo ele, as fronteiras portuguesas estão vulneráveis.
A trajetória de aumento nos pedidos de asilo em Portugal (em 2019, a alta foi de 45,3% em relação ao ano anterior) e a possibilidade de aguardar a decisão em território luso podem servir como incentivo. O fato de a costa lusitana ser bem menos patrulhada do que a da vizinha Espanha também contribui.