09 de julho de 2026
Cultura

MasterChef vira 'tudo ou nada' com vencedor por programa


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Um MasterChef como você nunca viu. A partir das 22h45 desta terça (14), o reality gastronômico da Band retorna em formato completamente diferente em meio à pandemia de Covid. Agora, são oito participantes e um vencedor por programa, ao estilo tudo ou nada.

Para que pudesse retornar as gravações do MasterChef, a direção do reality teve de pensar maneiras para que a higiene fosse reforçada e que fosse evitado ao máximo o contato entre as pessoas. Para isso, a emissora aposta em estações de trabalho separadas, mezanino maior e menos participantes. Nos bastidores há uma comissão formada por médicos do trabalho, infectologistas e profissionais da área atuando na implementação e nas orientações das normas de saúde e prevenção.

De acordo com a diretora, Marisa Mestiço, a temporada é diferente, mas especial. "O desafio era conseguir manter um ambiente seguro para todos. A pandemia veio na hora em que estávamos na pré-produção. Levamos 60 dias para ver como faríamos", conta. A partir desta sétima temporada dos cozinheiros amadores, não haverá mais provas externas tampouco visitas de chefs aos estúdios. Todos os oito participantes cozinham individualmente numa espécie de mata-mata. Um vencedor por programa levará prêmio de R$ 5 mil. Uma instituição de caridade também será ajudada com o mesmo valor. Na edição da terça seguinte, mais oito participantes distintos e um novo campeão.

Outra mudança é que agora os pratos vão ser mais populares com ingredientes facilmente encontrados, por exemplo, em uma cesta básica. A ideia é aproximar o programa da atual condição de muitos brasileiros, sobretudo os afetados pela economia em crise.

A chef e jurada Paola Carosella diz que, apesar das mudanças, o público não se afastará da essência do MasterChef. "A culinária é estar junto, mas não precisa estar grudado. Tem mais a ver com se emocionar junto. Sempre foi o cozinheiro cozinhando por ele mesmo. As emoções continuam sendo as mesmas ou até maiores."

Para o chef francês Erick Jacquin, o que não vai faltar é "tômpero". "Os competidores estão nesta oportunidade, a energia segue igual. Parece um verdadeiro concurso de cozinha em que você só tem uma chance. Perdeu está fora. Não tem segunda chance. Parece até o MasterChef da Europa só que sem beijo."

Já o jurado e chef Henrique Fogaça diz acreditar que o reality poderá mais do que nunca ajudar quem agora precisa ficar isolado em casa. "Às vezes tem males que chegam para o bem. Com esse caos todo, muita gente acabou obrigado a cozinhar e de certa forma se encontrou. Mostraremos receitas mais triviais aos brasileiros, mais acessíveis."

FAMOSOS E CONEXÃO COM PARTICIPANTES

Já que não haverá mais convidados nos estúdios, artistas vão desafiar semanalmente os competidores. Em vídeos, eles pedirão que sejam feitos pratos que tenham a ver com eles e com ingredientes para tirar os cozinheiros da zona de conforto. Ivete Sangalo, Tirullipa, Léo Santana, Fafá de Belém, Wesley Safadão, Dilsinho, Péricles, Elza Soares, Joelma, Pabllo Vittar e Claudia Leitte são algumas celebridades que vão dar os desafios.

"O jogo ficou mais emocionante porque está mais rápido. As pessoas não têm tempo de estudar os jurados ou de se apoiar em uma estratégia e ir passando de fases. Elas se mostram mais rápido, pois estão mais pressionadas. Dá para estabelecer adorações e antipatias num primeiro olhar", destaca a apresentadora Ana Paula Padrão.

Outra mudança, aponta a apresentadora, é que agora as equipes são divididas em duas na hora de entrarem no mercado para as compras. "E eu também vou ter de ficar do lado de fora fazendo a contagem. Todos os protocolos serão seguidos à risca."