São Paulo - O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) se manifestou sobre a operação Dark Side, da Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Eleitoral, deflagrada na manhã desta terça-feira (14). Trata-se da primeira fase da operação Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo, que, segundo a PF, mira em suposto caixa 2 de R$ 1,7 milhão e lavagem de dinheiro. Agentes fizeram buscas no gabinete do parlamentar, em seu apartamento e ainda na sede da Força Sindical.
A PF detalhou os montantes supostamente pagos ao parlamentar, revelando a entrega de mais de R$ 1 milhão em espécie e repasses por meio de escritório de advocacia administrado pelo genro do deputado.
Segundo a decisão do juiz Marco Antonio Martin Vargas, que acolheu a representação da PF, as supostas doações foram detalhadas pelos delatores Joesley Batista e Demilton Antônio de Castro, do Grupo J&F.
A NOTA
Paulinho da Força afirmou que desconhece os fatos apurados e que não teve acesso à decisão que autorizou as buscas. O parlamentar disse ainda que suas contas das eleições de 2010 e 2012 foram aprovadas regularmente pela Justiça Eleitoral.