08 de julho de 2026
Internacional

Relação entre EUA e China volta ser tensa

FolhaPress
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Washington resolveu aumentar a temperatura de sua Guerra Fria 2.0 com Pequim, elegendo o mar do Sul da China como campo de batalha numa disputa diplomática e militar. O secretário de Estado, Mike Pompeo, afirmou que as reivindicações da China sobre o mar são "em sua maioria, ilegais". 

Com isso, os EUA deram um passo além do reconhecimento de uma resolução do Tribunal Internacional de Haia de 2016, que questionou as intenções chinesas ante queixas das Filipinas. Uma decisão que surpreende o mercado internacionais. Pela primeira vez, os americanos foram explícitos sobre o tema, e acusaram a China de querer formar um "império marítimo" na região.

CHINA REFUTA

É um exagero retórico, rebatido na manhã desta terça (14) por Zhao Lijian, porta-voz da chancelaria chinesa. Mas atinge em cheio as crescentes pretensões de Pequim. Em todos os cenários de simulação de um conflito futuro entre a China e os EUA, o mar que leva o nome do flanco sul do gigante asiático aparece em primeiro lugar.

Há motivos para isso. Cerca de 20% do PIB chinês deriva de exportações, e elas passam majoritariamente por rotas marítimas que deixam seus portos no leste e sul.

TRATADO VIOLADO

O mar do Sul da China, que cobre uma área pouco maior do que a da Índia, é o principal corredor de escoamento dessa produção.

Esse tráfego é regulado por uma convenção das Nações Unidas de 1982, que o tribunal de Haia diz ser violada pela China.

A escalada proposta por Pompeo tem como precedente uma flexão de musculatura militar americana na região.

Voos com bombardeiros estratégicos dos EUA se tornaram mais comuns neste ano, e há duas semanas o país enviou dois grupos de porta-aviões para fazer exercícios concomitantes a manobras da Marinha chinesa.