08 de julho de 2026
Esportes

Andrés promete resolver arena, pagar por gringos e FGTS


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Andrés Sanchez costuma dizer que voltou à presidência do Corinthians para resolver as pendências que remetem à arena construída em Itaquera. Com a pandemia do coronavírus, algumas negociações que estavam em curso foram afetadas, mas o mandatário insistiu, nesta sexta-feira (17), em entrevista coletiva, que está convicto de que obterá êxito na empreitada até o fim de novembro.

"Com certeza vamos resolver o problema da arena. Com a Caixa eu não tive reunião nenhuma. É jurídico e financeiro. Estou esperando oficializar documentalmente o acordo com a Odebrecht da outra parte. Aí, sim, eu e o (presidente do Conselho Deliberativo, Antônio) Goulart vamos na Caixa, e o torcedor pode ficar tranquilo, será resolvido, apesar de algumas pessoas estarem trabalhando contra. Depois, vamos dar nome de quem está prejudicando", prometeu.

O banco cobra, ao todo, R$ 536 milhões do Corinthians pelo financiamento da arena. A proposta do clube é pagar R$ 6 milhões em meses com jogos e R$ 2,5 milhões em meses sem partidas.

Além disso, Andrés Sanchez falou sobre as situações de Bruno Méndez e Victor Cantillo. O Corinthians precisa pagar a terceira parcela, no valor de 1,5 milhão de dólares, ao Wanderes pelo zagueiro uruguaio. Já o Junior Barranquilla aguarda até o fim deste mês o pagamento de 600 mil dólares que estão ligados a segunda parcela de Cantillo.

Ainda há pendências com Torino e Dínamo de Kiev por causa de compromissos firmados por Danilo Avelar e Sidcley, respectivamente. "Bruno Méndez e o Cantillo nós vamos pagar este mês e os outros dois (Avelar e Sidcley) em agosto ou setembro, já conversamos com os clubes", garantiu.

Roberto Gaviolli, gerente financeiro do Corinthians, aproveitou para revelar que o clube já quitou a compra do chileno Ángelo Araos junto a Universidad de Chile. O custo da operação total foi de aproximadamente R$ 17 milhões. "Sobre Araos, não tem mais nada a pagar. Honramos no fim do ano passado ou começo deste ano", explicou Gaviolli.

PAGAR A MAIORIA

Questionado sobre a ausência de pagamento ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Andrés Sanchez reconheceu que tomou a decisão de não honrar com os depósitos. Giovanni Augusto entrou com uma ação para cobrar quase R$ 1 milhão neste sentido e o balanço de 2019 apresentou uma dívida de R$ 110 milhões relacionada a FGTS e Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). "Culpa não é do financeiro. É minha. Fiz opção e não pagar, o processo de Fundo é o Giovanni Augusto e vamos quitar a maioria", avisou Andrés.