09 de julho de 2026
Nacional

Brasil extradita libanês ao Paraguai

Agência Brasil
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Curitiba - A pedido do governo paraguaio, a Polícia Federal (PF) extraditou, nesta sexta-feira (17), o libanês Assad Ahmad Barakat. Preso em 2018, em Foz do Iguaçu (PR), pelo crime de falsidade ideológica, Barakat estava detido na Superintendência Regional da PF, em Curitiba.

A extradição de Barakat para o Paraguai foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 4 de junho deste ano. De acordo com a defesa do réu, pelas regras do Mercosul, o prazo para que a medida fosse executada expirou há duas semanas.

"Vamos tentar anular a extradição dele, pedindo para que ele seja colocado em liberdade. Porque, segundo a legislação do Mercosul, o prazo para que ele fosse extraditado é de 30 dias a partir do trânsito em julgado, da decisão do STF permitindo a extradição", disse o advogado Jaimir Reinaldo Rezner, que defende Barakat, à Agência Brasil.

Na ocasião, a PF informou que, segundo a Unidade de Informação Financeira (UIF) da Argentina, membros do chamado Clã Barakat lavavam dinheiro da organização em cassinos de Puerto Iguazu. O Ministério da Justiça acrescentou que o libanês é apontado pelo governo dos Estados Unidos como um financiador do grupo terrorista Hezbollah. O governo argentino bloqueou bens patrimoniais de membros da família Barakat, estabelecida na região da Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai), por suposta ligação com o financiamento do terrorismo.

ADVOGADO

Segundo o advogado de Assad Barakat, a prisão de seu cliente, em 2018, não tem nenhuma relação "com ligações terroristas".