09 de julho de 2026
Articulistas

Um passado inesquecível

Luciano Dias Pires
| Tempo de leitura: 1 min

Com satisfação li o artigo de autoria de Maria da Glória Rosa, publicado na edição do dia 19 de julho do Jornal da Cidade. Nós, que vínhamos editando o Bauru Ilustrado há 45 anos, sentimo-nos perfeitamente à vontade para cumprimentar a autoria de "um tipo popular" que, não só para ela como para os leitores, trouxe lembranças mil.

Nas 545 edições do BI, pudemos recordar muitas passagens desfrutadas a partir da infância, principalmente nas ruas da então capital da Terra Branca. Acredito que minhas reminiscências ultrapassam os tempos do Manoel Doca pois, aos 7 anos de idade, desde, portanto, 1934, eu já circulava nas ruas de Bauru.

Nessas andanças pelas hoje seculares vias públicas, conheci pessoas, tradicionais empresas, figuras folclóricas e tanta gente jamais esquecida. Costumava ir ao Salão dos Duzentos para comprar revistas infantis, nas quais pontificavam as figuras de Mandrake, o Mágico, Flash Gordon, o Fantasma e diferentes heróis das histórias em quadrinhos.

Cumprindo ordens de minha saudosa mãe, fazia compras no trepidante comércio da época, como a Casa dos Fios, Casa Tricot, onde adquiria novelos de lã para Lusitana era um exemplo do forte empresariado bauruense. Até Monteiro das Pernambucanas, do Caetano da Tilibra, do Ramis Tayar da Casa Gebara, dos irmãos Padilha do Bar Crystal etc.

No campo jornalístico, Maria da Glória cita Correia das Neves, nome de presença marcante na velha imprensa, o qual foi funcionário da NOB, e sobre essa lendária ferrovia escreveu importante livro. Com ele, muito aprendi na caminhada como jornalista e memorialista. Prezada Maria da Glória, seu artigo me transportou a um passado jamais esquecido. Neste mundo existiram muitos Manoel Doca que foram figuras proeminentes em suas cidades. Reitero meus cumprimentos pelo seu artigo, Maria da Glória.

O autor é jornalista, editor do Bauru Ilustrado