As escolas de samba de São Paulo vão pedir para a Prefeitura adiar os desfiles de Carnaval de fevereiro para maio ou junho de 2021, se não houver uma vacina contra o novo coronavírus até o fim do ano. O adiamento foi discutido pelos presidentes das escolas dos grupos Especial e de Acesso em reunião realizada na noite desta segunda-feira (20) na Liga das Escolas de Samba de São Paulo. A proposta ainda vai ser levada para a gestão Bruno Covas (PSDB).
A proposta de adiamento dos desfiles foi confirmada pelas escolas Império de Casa Verde e Imperador do Ipiranga. Segundo o vice-presidente Império da Casa Verde, Fabio Leite de Sousa, o Fabinho, o pedido de adiamento teve apoio das escolas. "Discutimos [na reunião] que não temos condições de fazer o desfile em fevereiro. A proposta é fazer [os desfiles] em maio. Nossa prioridade é a saúde e a segurança de todos os componentes", afirmou Fabinho.
Outro motivo para pedir o adiamento é a falta de tempo para as escolas prepararem o Carnaval. Devido à quarentena, algumas ainda não definiram nem o samba-enredo para começar fazer as fantasias e alegorias. Neste mesmo período do ano passado, as escolas já estavam ensaiando nas quadras e preparando os adereços.
O presidente da escola Imperador do Ipiranga, Rodrigo Souto, também defendeu o adiamento. "Não há condições de fazer o Carnaval [em fevereiro], por isso defendo o adiamento para maio ou junho. Por outro lado, também nos preocupamos com centenas de famílias que dependem do Carnaval para ter renda", afirmou.
A Liga disse em nota que está discutindo o assunto com a prefeitura, "analisando o cenário e buscando uma alternativa para a realização dos desfiles das escolas de samba, com segurança, saúde e imunização".