09 de julho de 2026
Geral

Sem estudo final, hidroxicloroquina divide opiniões e conduta de médicos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Pesquisadores trabalham arduamente para tentar desenvolver uma vacina contra a Covid-19. Ao mesmo tempo, laboratórios buscam sintetizar um medicamento específico para tratar a doença. Todas as discussões que envolvem a pandemia ainda são extremamente recentes e incertas e, enquanto um consenso definitivo não é estabelecido em relação às condutas terapêuticas, muitos médicos têm lançado mão de suas experiências profissionais individuais para prescrever formas de tratamento e prevenção contra o novo coronavírus.

Em todo o mundo, incontáveis estudos científicos buscam demonstrar os efeitos de medicamentos originalmente criados para combater outras doenças, mas que começaram a ser utilizados em pacientes com suspeita ou confirmação de infecção por Covid-19. Porém, até o momento, nenhuma pesquisa comprovou a eficácia de fármacos como a hidroxicloroquina e a ivermectina.

AUTONOMIA

O Ministério da Saúde, porém, segue com a orientação de uso da hidroxicloroquina para o tratamento de pacientes com sintomas leves de Covid-19. Já a Sociedade Brasileira de Infectologia recomendou, recentemente, o abandono da substância no tratamento de qualquer fase da doença.

Em meio às correntes contrárias, conforme destaca o diretor do Departamento de Urgência e Emergência do município, Paulo Pepulim, a prerrogativa da conduta terapêutica continua sendo do médico, no âmbito de sua relação com o paciente. "O médico tem total autonomia para prescrever, por exemplo, a hidroxicloroquina ou a ivermectina. Se, na visão dele, as evidências científicas são suficientes para a tomada desta decisão, ele pode prescrever, mas sempre com a responsabilidade de ofertar uma terapia segura para o paciente", pondera. Leia, abaixo, as visões distintas sobre o tema de dois médicos ouvidos pelo JC.

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