11 de julho de 2026
Internacional

'Família Bolsonaro precisa ficar fora da eleição dos EUA', pede líder americano

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - "Nós já vimos essa cartilha antes. É vergonhoso e inaceitável. A família Bolsonaro precisa ficar fora da eleição dos EUA", escreveu no Twitter o deputado democrata Eliot Engel, líder do comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados americana, na noite de segunda-feira (27).

Engel se referia a uma postagem do deputado Eduardo Bolsonaro, que compartilhou um vídeo de campanha do presidente Donald Trump com ataques aos democratas e escreveu: "Trump 2020".

Os democratas estão cada vez mais irritados com a campanha ostensiva que o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e alguns assessores fazem para Trump, candidato à reeleição em novembro contra Joe Biden.

A memória da eleição de 2016, quando a sombra da interferência russa contra a então candidata democrata Hillary Clinton pairou sobre o pleito, ainda está muito viva, e qualquer sinal de país estrangeiro tentando influenciar a votação americana é encarado como uma ameaça.

"Integrantes do governo brasileiro deveriam parar de dizer que apoiam a eleição de Trump, isso é visto como uma forma de interferência, cria mal estar entre os democratas", diz Nick Zimmerman, diretor para o Brasil e Cone Sul no Conselho de Segurança Nacional durante o governo de Barack Obama.

MERKEL

"Não é à toa que [a chanceler alemã] Angela Merkel, [o presidente francês] Emmanuel Macron e [o premiê canadense] Justin Trudeau não se posicionam em relação à eleição americana."

Zimmerman cuidava do dia a dia da relação bilateral dos EUA com o Brasil e preparava Obama e o então vice-presidente, Biden, para interações com autoridades brasileiras.

Ainda que a média das pesquisas, como as compiladas pelo site RealClear Politics, mostre Biden 9,1 pontos porcentuais à frente de Trump, com 50%, contra 40,9%, Bolsonaro não parece ter um plano B.

"A gente torce pelo Trump. Temos certeza de que vamos potencializar, e muito, o nosso relacionamento. Se der o outro lado, da minha parte vou procurar fazer algo semelhante [manter a aproximação com os EUA]", disse o presidente brasileiro, durante transmissão nas redes sociais, em 16 de julho.

"Se eles não quiserem, paciência, né? O Brasil vai ter que se virar por aqui."