São Paulo - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), rebateu as acusações de que a vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantã possa causar até a morte de quem a tomar.
"Além de não contribuírem em nada, propagarem o negacionismo, propagarem aglomerações, não usarem máscaras, não fazerem o distanciamento social, estimularem o consumo de cloroquina, ainda agora estão acusando a vacina, que vai salvar milhões de brasileiros, de poder provocar danos à saúde daqueles que vierem a ser vacinados", afirmou Doria nesta quarta-feira (29).
O diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas também afirmou que as afirmações são "absolutamente inverídicas" e explicou que o imunizante não é testado em pessoas dos grupos de risco neste momento (a terceira fase) porque não faz sentido expor essas pessoas ao risco do vírus.
Ele acrescentou ainda que a tecnologia usada pela empresa chinesa Sinovac no desenvolvimento da vacina já se comprovou segura em outros casos.
"É uma vergonha para o Brasil termos um grupo de extremistas que propaga este tipo de informação através das redes sociais, assustando principalmente a população mais vulnerável", completou Doria.
RUSSOS
Instituto Butantã foi procurado por autoridades da Rússia para negociar uma eventual parceria para produção de uma vacina contra o coronavírus, segundo disse ainda Dimas Covas. As negociações seguem em andamento.
Covas disse que a parceria não é descartada pelo Butantã, mesmo associado ao laboratório da China Sinovac Biotech.
Para isso, entretanto, o instituto aguarda um novo contato dos russos, com respostas para algumas informações solicitadas pelo instituto.
R$ 96 MILHÕES
O diretor do Instituto Butantã disse ainda que o Instituto já arrecada R$ 96 milhões para dobrar produção de vacina contra o coronavírus. O Estado coordena campanha de arrecadação no setor privado com meta de R$ 130 milhões para custear nova fábrica do Instituto.