São Paulo - O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o governo irá implementar, a partir de 2021, o novo currículo do ensino médio com 12 opções de cursos para os alunos do Estado.
Segundo Doria, a mudança será feita de forma gradual, a partir da primeira série do ensino médio, e conforme as diretrizes da Lei do Novo Ensino Médio, aprovada em 2017. São Paulo é o primeiro Estado brasileiro a aprovar a mudança.
"O objetivo é criar uma escola que dialogue com a realidade atual da juventude, que se adapte às necessidades dos estudantes e os prepare para viver em sociedade e enfrentar os desafios de um mercado dinâmico", afirmou o governador durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
Doria anunciou também que a ex-secretária de Educação de Goiás e ex-deputada federal Raquel Teixeira passará a integrar os quadros da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
AULAS
O retorno dos alunos da capital paulista às salas de aula pode não acontecer no dia 8 de setembro. O secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, afirmou que é "muito provável" que os estudantes da cidade de São Paulo demorem mais para voltar às escolas.
"Para ser dia 8 [de setembro], a Saúde tem que dar a orientação. Mas pode ser e é muito provável que não seja no dia 8 de setembro. Ainda não há nenhuma data. A Secretaria [Municipal de Educação] segue se preparando para, quando a Saúde autorizar, estar tudo em ordem", afirmou o secretário.
Na previsão do governo do Estado, dentro do Plano São Paulo, para que as aulas sejam retomadas em 8 de setembro, é necessário que todas as regiões do Estado estejam na fase amarela do plano de flexibilização por um período de 28 dias consecutivos. Ainda assim, o retorno presencial será gradual e primeiro com 35% dos alunos das escola, depois com 70% e em seguida com 100%.
Questionado nesta segunda-feira (3), sobre a possibilidade de municípios não retomarem as aulas neste ano, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, afirmou que respeita a autonomia das cidades e que cada gestor terá que ser responsável pela decisão.
"Nós entendemos que qualquer decisão tanto para um lado quanto para o outro precisa ser discutida pela área da Saúde. Isso é fundamental. E quando falo pela área da Saúde, falo não só pelo cuidados com a covid, mas também os outros impactos que pode ter o não-retorno também".