São Paulo - Laudo pericial afirma que as marmitas consumidas por moradores de rua, que acabaram morrendo na madrugada do último dia 22 de julho, em Itapevi (Grande SP), não foram envenenadas no momento da preparação delas. Com essa constatação, a polícia agora investiga quem colocou veneno no alimento e em qual momento após a preparação.
Outro laudo, divulgado no fim de julho, apontou que veneno de rato foi misturado à comida doada aos moradores de rua, por volta das 22h do último dia 21, em um posto de combustíveis desativado. Duas das marmitas foram consumidas por Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira, 37 anos e José Luiz de Araújo Conceição, 61, mortos com sinais de intoxicação na madrugada do dia 22 de julho. Um garoto de 11 anos, que também comeu o alimento de uma das marmitas, permanece internado, sem previsão de alta.
IGREJA
As quentinhas foram doadas por integrantes de uma igreja evangélica. A pastora Agda Lopes Casimiro, 51 anos, procurou a polícia, ainda no dia 22, para dizer que preparou a comida recebida pelos moradores de rua e negou que houvesse problemas. Ela afirmou que a própria família comeu o alimento, sem passar mal.
A polícia investigava se as marmitas haviam sido envenenadas no posto de combustíveis ou se os moradores de rua se alimentaram com comida estragada que estaria no local. Esta última hipótese já foi descartada, da mesma forma que a do envenenamento no momento da preparação.