O videomonitoramento de dez pontos de Bauru pode ficar 28,5% mais caro do que o previsto. A Prefeitura de Bauru analisa um pedido de reajuste, antes mesmo de assinar o contrato. A empresa Fonesat venceu a licitação, concluída em fevereiro deste ano, por R$ 570 mil. Porém, solicitou um aumento de R$ 162,5 mil, alegando alta do dólar.
A Secretaria de Finanças deu parecer favorável, pois como a maioria dos equipamentos é importada, o preço do dólar impactaria no custo. O processo para concessão do realinhamento está no Jurídico da prefeitura, e caso seja aceito, levará o preço do contrato para R$ 732,5 mil. A Polícia Militar (PM) já montou o sistema operacional, na sede do Copom, onde terá acesso a todas as imagens das câmeras. Falta a instalação das câmeras e do cabeamento que vai interligar ao Copom, o que está previsto neste contrato a ser assinado entre a prefeitura e a empresa.
O principal objetivo do videomonitoramento é reduzir o índice de criminalidade e auxiliar no esclarecimentos de crimes. Uma parte do valor a ser usado na implantação - R$ 300 mil - foi obtido em 2017, por emenda parlamentar do deputado federal Capitão Augusto (PL). O restante é de recursos próprios do município. Serão dez câmeras e depois a prefeitura poderá ampliar o sistema para outras regiões, com a colocação de mais equipamentos.
IMPASSE
A tentativa de implantação do sistema de videomonitoramento começou ainda no início do governo do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB). Em 2018, a primeira licitação foi vencida pela empresa Fonesat, por R$ 503,4 mil. Porém, a disputa foi parar na Justiça, com a decisão de cancelamento do processo de contratação.
Uma nova licitação foi aberta em 2019, e encerrada em fevereiro de 2020. Novamente, a Fonesat foi a vencedora. Com a pandemia e a elevação do preço do dólar, houve a solicitação do reajuste do preço oferecido.
Na sessão da Câmara nesta semana, o vereador Coronel Meira (PSL) criticou o pedido de reajuste e a demora para a implantação do sistema.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta pretende assinar o contrato e dar a ordem de serviço até a semana que vem. A partir de 15 de agosto, a prefeitura não poderá assinar mais ordens de serviço que envolvam o repasse de verbas estaduais ou federais, uma vez que começa a ser contado o prazo de três meses para as eleições municipais.