11 de julho de 2026
Internacional

República Dominicana nega que rei emérito Juan Carlos esteja lá

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Madri - A República Dominicana negou nesta terça-feira (4) que o rei emérito da Espanha Juan Carlos tenha entrado no país, um dia após o antigo monarca anunciar seu exílio.

Mais cedo, a imprensa espanhola havia afirmado que ele estaria morando de maneira provisória no país caribenho, no resort de uma família dona de plantações de açúcar na região. Mas a alfândega dominicana afirmou que a última viagem de Juan Carlos ao país teria sido entre 28 de fevereiro e 2 de março.

O monarca de 82 anos, investigado por corrupção, anunciou na segunda-feira (3) a decisão de deixar a Espanha para ajudar o filho, o rei Felipe 6º, no "exercício de suas responsabilidades". A carta dirigida a Felipe, publicada no site da Casa Real, não informa o novo destino de Juan Carlos.

O Jornal espanhol La Vanguardia acrescenta que ele foi para o Porto, em Portugal, de carro, e de lá voou para o país no Caribe. Já o portal El Confidencial diz que Juan Carlos está em Portugal, onde passou uma parte de sua adolescência. Dois veículos de comunicação portugueses, a TVI24 e o jornal Correio da Manhã, afirmam que na segunda-feira ele estava na cidade de Cascais.

ANIMADO

O El Mundo traz depoimentos de empresários amigos de Juan Carlos, segundo os quais ele está bem de ânimo. Ele teria se despedido no fim de semana "sem transmitir nenhum drama", dizendo que é possível que volte em setembro.

Também nesta terça, o premiê da Espanha, Pedro Sánchez, disse que apoia a decisão de Juan Carlos de "se distanciar de supostas condutas questionáveis e reprováveis por parte de um membro da Casa Real", acrescentando que "devem ser julgadas pessoas, e não instituições", e que o monarca se colocou à disposição da Justiça.

ESCÂNDALOS

Em junho, a Procuradoria da Suprema Corte da Espanha abriu uma investigação contra Juan Carlos para apurar um possível envolvimento num esquema de propinas na construção de uma ferrovia na Arábia Saudita.

O objetivo, de acordo com o órgão da instância mais alta da Justiça espanhola, é identificar se o monarca cometeu crimes após abdicar do trono, em 2014. 

A legislação no país concede imunidade durante o exercício do reinado. Ao renunciar ao trono, portanto, Juan Carlos perdeu o privilégio.