Brasília - O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correa de Medeiros, disse nesta quarta-feira (5) que o governo federal pretende comprar "a primeira vacina que chegar ao mercado", independentemente do país que a produzir.
Em audiência na Câmara dos Deputados, Medeiros afirmou que fará, nos próximos dias, uma visita ao Instituto Butantan, que participa do desenvolvimento da vacina Coronavac com a empresa chinesa Sinovac Biotech. Também disse que o ministério já realizou reuniões sobre vacina em teste na Rússia, mas não deu detalhes da conversa.
A aposta do governo federal, por enquanto, é no modelo desenvolvido pela farmacêutica britânica AstraZeneca e a universidade de Oxford. O governo espera receber 100 milhões de doses desta vacina, cuja tecnologia de produção deve ser repassada ao Instituto Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz.
Medeiros, secretário do ministério, ponderou que, apesar de estar de olho em todas as drogas para imunização, o governo só comprará aquelas que apresentarem eficácia. "Talvez a que está em fase três (de pesquisa) mais avançada é a da AstraZeneca", disse.
PRIORIDADE
Segundo Medeiros, profissionais de saúde e pessoas de grupos de risco, como idosos e quem apresenta outras doenças, devem ser priorizados na vacinação contra a covid-19.
Ele afirma que o SUS deve usar os mesmos critérios adotados para imunização contra a H1N1. "A gente vem avaliando que seria o grupo de faixa etária mais avançada, e neste grupo, aqueles que apresentam comorbidades", disse. Em seguida, ele citou cardiopatias e obesidade como fatores de risco. "Para além destes, temos os profissionais de saúde", completou.
Medeiros afirmou que não deve haver restrição de vacinação para quem já teve a doença.