09 de julho de 2026
Nacional

Butantan defende vacina chinesa e antecipa a data que fica pronta

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, rechaçou nesta quinta-feira (6) questionamos sobre a confiabilidade da Coronavac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. Ao citar que a farmacêutica AstraZeneca, responsável pela chamada vacina de Oxford, que também deve ser produzida no Brasil, pela FioCruz , também tem um grande laboratório no país asiático, ele ressaltou que não há motivos para preocupação em relação à nacionalidade da vacina.

"A gente tem que lembrar que o nosso telefone Apple é feito na China e são feitos inúmeros outros produtos industriais, inclusive as grandes farmacêuticas todas têm grandes laboratórios e grandes investimentos na China. A China é um país que tem um investimento muito pujante hoje em ciência. É uma ciência que se ombreia com qualquer outro país de mundo e muitas vezes em termos de volume até superior.  Não há motivos para descaracterizar ou desconsiderar uma vacina pelo fato dela ter sido desenvolvida inicialmente na China", ressaltou Covas ao participar da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de enfrentamento à pandemia.

OUTUBRO/NOVEMBRO

Nesse momento o Butantan, comanda a fase três dos testes na qual são feitos os ensaios clínicos que são os estudos de um novo medicamento em seres humanos. A fase clínica serve ainda para validar a relação de eficácia e segurança do medicamento e também para validar novas indicações terapêuticas.  As primeiras duas fases foram feitas na China. A testagem coordenada instituto brasileiro terá a participação de 9 mil voluntários e deve ser concluída entre o final de outubro e o início de novembro. Dos 12 centros de pesquisa selecionados no Brasil, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP iniciaram a pesquisa no mês passado.

O contrato com a farmacêutica chinesa permite ao Butantã começar a produzir e envasar a Coronavac a partir de outubro deste ano. Se a vacina for aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial tanto na China como no Brasil para fornecimento gratuito ao Sistema Único de Saúde. Os passos seguintes são o registro do produto pela Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária- e fornecimento da vacina em todo o Brasil o que está previsto para janeiro de 2021.