08 de julho de 2026
Esportes

O maior campeão


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Desde que o ex-jogador Dudu comandou o Palmeiras na conquista do Campeonato Paulista de 1976, só um treinador levou o time ao título da competição. Em mais de 40 anos, apenas Vanderlei Luxemburgo teve a sensação de conduzir a equipe alviverde à taça estadual, algo que ele voltou a experimentar neste sábado (8).

Campeão do torneio de novo, o treinador repetiu os feitos obtidos no clube em 1993, 1994, 1996 e 2008. Ele também levantou o troféu por Bragantino (1990), Corinthians (2001) e Santos (2006 e 2007), com um total de nove triunfos que agora o coloca como líder absoluto entre todos os técnicos que disputaram o certame desde o início do século passado.

Ficou para trás Lula, que era o responsável pelo Santos de Pelé e venceu o campeonato oito vezes nos anos 1950 e 1960. Mais de uma década após seu último êxito, Luxemburgo voltou a terminar o Estadual de São Paulo vitorioso, algo que parecia distante da realidade do fluminense de Nova Iguaçu nos últimos anos.

Pouco a pouco, após a porção de sua carreira mais fértil em resultados positivos, ele foi se distanciando dos grandes clubes. "Acho que me rotular como ultrapassado foi uma sacanagem que fizeram comigo. É só no futebol que se fala que o velho está ultrapassado", disse Luxemburgo.

Na volta ao Palmeiras, ele quis dar sua cara ao time e mexeu em uma peça que causara problemas a comandantes anteriores. Luxemburgo conversou com o veterano Felipe Melo, que chegou em junho aos 37 anos, e o convenceu a trocar a cabeça da área pela defesa, uma possibilidade antes refutada pelo atleta.

O treinador teve tato com o jogador. E foi bem recebido pelos torcedores, que, além da longa lista de triunfos estaduais, tinham na memória as conquistas do Torneio Rio-São Paulo de 1993, em cima do Corinthians, do Campeonato Brasileiro 1993, contra o Vitória, e do Campeonato Brasileiro de 1994, de novo em um duelo com o arquirrival.

As recordações eram bem-vindas, já que os embates vinham pendendo bastante para o lado alvinegro. Estava especialmente fresca a lembrança da derrota na decisão do Paulista de 2018, a primeira entre Palmeiras e Corinthians no Allianz Parque, com festa preta e branca na nova casa alviverde.

A conquista de 2020 representa, portanto, uma redenção dupla. Após uma década de dérbis saborosos para o oponente - estão na lista os decisivos dos Brasileiros de 2011 e de 2017-, o Palmeiras voltou a machucar o adversário. E Luxemburgo pôde bradar que tinha razão quando dizia que não estava ultrapassado.