11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Onde investir com juro real negativo

FolhaPress
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Com a redução da Selic de 2,25% para 2% ao ano, o Brasil deve ter um juro real (juro nominal descontado da inflação) negativo em 0,71% nos próximos 12 meses, segundo cálculo da Infinity Asset. Neste cenário, para que o dinheiro não perca valor, é preciso buscar investimentos que rendam acima dos 2,97% de inflação esperada para o período, segundo o boletim Focus.

Neste cálculo, a barra da rentabilidade fica nos 156% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa baseada na Selic que determina o rendimento anual de uma série de investimentos. Segundo levantamento do buscador de investimentos Yubb, os produtos de renda fixa com maior rentabilidade são CDBs de bancos pequenos no mercado secundário, que chegam a render 155% do CDI. O CDB, porém, tem incidência do imposto de renda, o que reduz a rentabilidade líquida.

Eles são títulos de dívidas de BMG, Fibra, NBC Bank e PAN, que estão sendo revendidos pela corretora após o credor primário fazer o resgate antes do vencimento.

Como são instituições financeiras de menor porte, o risco de elas não pagarem é maior, por isso o retorno maior. Apesar do CDB ter cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), a garantia contra calote é limitada a R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

A poupança, mesmo isenta de IR, tem retorno menor por render apenas 70% da Selic ao ano para depósitos posteriores a maio de 2012. O rendimento da poupança antiga segue em 0,5% ao mês. Já os títulos do Tesouro prefixados e atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país, têm rendimentos mais expressivos, que variam de 3,9% a 6,7% ao ano.

Segundo especialistas, para proteger o capital da inflação, é preciso diversificar a carteira, combinando ativos de renda fixa e variável, com foco no longo prazo. "O investidor conservador vai ter que tomar mais risco, até mesmo na renda fixa, com um título do governo mais longo, um CDB [Certificado de Depósito Bancário] de banco menor ou uma debênture", diz Rodrigo Moliterno, diretor de renda variável da Veedha.

Ele aponta que o investimento em imóveis também ganha atratividade com o juro baixo. "Comprar ou alugar um apartamento vai ser mais vantajoso do que deixar o dinheiro no banco por menos de 2% ao ano."