10 de julho de 2026
Nacional

Brasil chega a 100 mil mortes por Covid-19

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasilia - Em menos de seis meses, o Brasil atingiu a marca de 100 mil mortos por coronavírus. O País contabiliza neste sábado (8) à tarde um total de 100.240 mortes, segundo dados do levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL com as secretarias estaduais de Saúde. O número impressiona. É o equivalente à capacidade de público de um estádio e meio do Morumbi, o maior de São Paulo.

Com novos casos se alastrando pelo Interior, duas a cada três cidades brasileiras já perderam alguém para a Covid-19. Médicos e cientistas de diferentes regiões do País afirmam que, para conter o avanço da doença, é preciso que as ações tenham como base um tripé: identificação e monitoramento precoce dos casos; etiqueta respiratória e cuidados pessoais; isolamento social, ou até lockdown, principalmente nos locais com alta transmissão.

Enquanto não houver vacina ou remédio com eficácia cientificamente comprovada, os pesquisadores alertam que a única saída é tentar reduzir a propagação da Covid-19.

Até o momento, o País atingiu o patamar de 3 milhões de casos confirmados. Para minimizar o contágio, o infectologista da Unicamp Rodrigo Angerami cita a importância da proteção individual, como uso rotineiro de máscara e a higienização constante das mãos, além do distanciamento social. É fundamental fortalecer as ações com informações corretas, afirma.

As medidas de prevenção servem não apenas para proteção individual, mas para interromper cadeias de transmissão comunitária. Segundo Angerami, o combate à pandemia também deve focar em baixar a letalidade da doença. Esse índice varia de acordo com o Estado, chegando a 4% em São Paulo e 8% no Rio. Para isso, é imprescindível que todo paciente seja identificado e investigado laboratorialmente de modo precoce, seja avaliado e monitorado clinicamente e, se necessário, encaminhado para serviços hospitalares.

PLANO FEDERAL

De acordo com os pesquisadores, os sistemas de saúde e vigilância do País já tinham capacidade e expertise para impedir o avanço desenfreado da pandemia, mas os embates políticos atrapalharam. Outro passo, agora, deve ser implementar um plano nacional de enfrentamento ao coronavírus para corrigir o que, na visão dos pesquisadores, seria a principal falha do Brasil até aqui: o vácuo de liderança no combate à pandemia.

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