Washington - A resistência à indicação do americano Mauricio Claver-Carone para chefiar o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ganhou força nesta semana, com a articulação para adiar a escolha do presidente da instituição até depois das eleições presidenciais americanas. A indicação de Carone pelo governo Trump quebrou a tradição dos últimos 60 anos de ter um nome da região chefiando a presidência do principal banco de desenvolvimento da América Latina.
No último dia 30, o alto representante para a Política Exterior e Segurança Comum da União Europeia, Josep Borell, defendeu em carta que a eleição para a presidência do BID não seja realizada em setembro, como agendado, e sim em março de 2021. Na quinta-feira, a chancelaria do Chile disse que o país é partidário de adiar a eleição. Na sexta, foi a vez do México.
Europeus, México, Chile e Argentina - que tem candidato próprio - podem interditar a eleição. Basta os países não fazerem login no sistema virtual da eleição nos dias agendados, 12 e 13 de setembro, para forçar o agendamento de uma nova data.
Pelas regras do banco, a eleição é adiada se 25% ou mais dos votantes não comparecerem à votação. O enfraquecimento de Trump na disputa presidencial americana alimenta o movimento pelo boicote.