10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Saiba quando é uma boa ideia comprar um negócio na crise

Marília Miragaia
| Tempo de leitura: 2 min

Investir em uma empresa já em funcionamento pode ser uma boa ideia para quem quer começar a empreender ou expandir seus negócios durante a crise causada pelo novo coronavírus. A seu favor, o comprador tem um momento propício para negociações e a possibilidade de começar a operar com rapidez. Mas, para dar certo, é preciso estar atento aos riscos envolvidos no processo.

Com a chegada da pandemia, a empresária Flávia Rodrigues, 45 anos, dona da Projjeta Design, loja de móveis em Janaúba, norte de Minas Gerais, intensificou a troca de informações com colegas na busca por saídas para a crise. Nas conversas, conheceu um empresário, de Montes Claros, cidade vizinha, que estava desmotivado com o reflexo da pandemia em sua loja de móveis. "Ele quis vender o negócio e começamos a conversar", diz Flávia.

A empresária percebeu que a compra seria uma oportunidade de expandir para um mercado maior com agilidade, para atender a demanda de consumidores que estão equipando a casa na quarentena. "Não queria perder tempo desenvolvendo uma pesquisa de mercado do zero. Já comecei com um espaço montado, com uma área de showroom que me atende e estacionamento", diz a empresária.

No fim da negociação, ficou decidido que Flávia compraria o estoque e toda a estrutura da loja e que o antigo proprietário encerraria as atividades da empresa. Ela preferiu nomear a nova loja também como Projjeta Design, com o objetivo que sua marca ganhasse mais força no mercado.

Na crise, venda de patrimônio - apenas do ponto físico, mobiliário e estoque, sem incluir a marca - pode ser mais frequente para pequenas empresas, diz Enio Pinto, gerente de atendimento do Sebrae. "Nem sempre o pequeno negócio tem uma marca capaz de motivar vendas. Por exemplo, uma padaria de bairro, que atende pela proximidade. É um bom negócio para o comprador, que não assume responsabilidade legal e herda uma carteira de clientes."

No caso do negócio feito por Flávia, a dificuldade da antiga loja de móveis de se comunicar com o cliente na pandemia e a falta de afinidade com meios digitais são razões que motivaram a transação.