11 de julho de 2026
Nacional

1,5 milhão de adultos já foram infectados por Covid na Capital

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estimam que cerca de 1,5 milhão de adultos já foram infectados na cidade de São Paulo pelo novo coronavírus. Na mais nova etapa da pesquisa, que tem como objetivo rastrear a imunidade à Covid-19 na capital paulista, o grupo encontrou presença de anticorpos em 17,9% das amostras coletadas na Capital paulista.

Segundo os pesquisadores, o estudo também não teria sinais de que a doença está se propagando de forma acelerada na cidade. Isso porque o resultado de pessoas com presença de anticorpos é semelhante ao de etapas anteriores.

O ESTUDO

O estudo fez exames em 1.470 moradores com mais de 18 anos da cidade. As amostras foram colhidas em 115 setores censitários, em áreas classificadas por faixa de renda e espalhadas por todas as regiões de São Paulo, entre os dias 20 e 29 de julho.

Uma das novidades desta etapa foi a realização de dois tipos diferentes de exames sorológicos em cada coleta - em vez de um só, como era feito até então. Com a mudança de metodologia, os cientistas notaram a existência de casos que só foram identificados por um dos exames. Ao todo, 262 amostras testaram positivo.

"Esses resultados demonstram que pesquisas feitas com um único teste não são suficientes para identificar todos os indivíduos soropositivos na população, porque subestimam o resultado em pelo menos 50%", afirma o biólogo Fernando Reinach, que foi responsável por reunir os pesquisadores participantes do projeto. "Conseguimos ver que metade é pega pelos dois exames, mas há outros casos que são pegos só pelo teste antigo ou só pelo teste novo."

SEM ACELERAÇÃO

Foi por essa razão que a prevalência identificada nesta etapa da pesquisa (de quase 18%) ficou acima dos 11,4% percebidos na fase 2, de acordo com Reinach.

De acordo com Reinach, a comparação entre os índices de diferentes fases da pesquisa também indica que a doença não teve propagação acelerada no período. "O que cresceu está dentro da margem de confiança. Ou seja, está crescendo pouco ou parou de crescer. O que é uma ótima notícia."