Após o anúncio de que a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a aprovar a regulamentação para uma vacina contra a covid-19, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que o Instituto Butantã não vai produzir a vacina registrada nesta terça-feira (11) pelo governo da Rússia.
Segundo Doria, o Estado já tem uma parceria com o laboratório chinês Sinovac para a produção da CoronaVac e 'não há motivo' para trabalhar com uma segunda alternativa.
"A (vacina) russa não (será produzida). Não sou capaz de avaliar se é boa ou não é, se tem o aval da Organização Mundial de Saúde. Não quero fazer pré-avaliação. Mas pelo Butantã, não. Houve uma procura, mas foi respondido que já temos uma associação com o laboratório chinês Sinovac para a produção da CoronaVac. Não faria sentido algum ter uma segunda alternativa no mesmo Butantã , cujo objetivo é o mesmo", afirmou Doria, em entrevista à Rádio Bandeirantes.
AVANÇO CHINÊS
Por nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo disse que acompanha ao lado da comunidade científica o desenvolvimento da vacina pelo Governo russo e que atualmente o Instituto Butantã está participando da pesquisa da CoronaVac, da farmacêutica Sinovac Biotech. "O Butantã está realizando testes clínicos de fase 3 da Coronavac em voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança."
'Podemos vacinar contra a Covid-19 em janeiro', diz diretor do Butantan, Dimas Covas, em paralelo com a nota.