08 de julho de 2026
Internacional

Comitiva brasileira vai tentar apaziguar o Líbano

FolhaPress
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São Paulo  - A missão brasileira liderada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) viajou para o Líbano na manhã desta quarta (12) para enviar insumos e sob promessas de tentar "ajudar a solucionar os embates políticos" do país.

Temer e outros representantes brasileiros, como o presidente da Fiesp (Federação de Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, devem se encontrar com o presidente do Líbano, Michel Aoun, nesta quinta (13), logo após a chegada da comitiva no país do Oriente Médio.

O governo libanês enfrenta uma série de protestos após a enorme explosão que destruiu parte de Beirute no último dia 4. Na capital manifestantes pedem inclusive a saída de Aoun, acusado pela população de ser um dos responsáveis pela tragédia, que deixou ao menos 220 mortos.

Os protestos levaram o primeiro-ministro Hassan Diab a anunciar a renúncia coletiva de seu governo.

Com a comitiva, o governo brasileiro enviou pelo menos seis toneladas de alimentos, insumos e remédios ao Líbano.

"[Temos] Convicção de que lá seremos muito bem recebidos e todos lá [estarão] desejosos de que o Brasil possa exercitar não apenas função humanitária, mas, tendo em vista os vínculos tradicionais entre ambos os países, também possa ajudar a solucionar os embates políticos, com autorização naturalmente das autoridades libanesas", disse Temer em cerimônia na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos (SP), antes de embarcar.

Segundo ele, que não deu mais detalhes, a intenção é "dar a nossa colaboração para a pacificação interna daquele país".

Ao seu lado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também discursou, mas com tom menos político que seu antecessor.

"O mundo atravessa uma pandemia, todos nós sofremos com isso. Quis o destino, lamentavelmente, que nossos irmãos do Líbano fossem acometidos também por esse desastre", afirmou antes de agradecer aos enviados e elogiar a comunidade libanesa no Brasil. Ele saiu sem falar com os jornalistas.