10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Setor de serviços registra crescimento de 5% em junho

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - Após quatro meses consecutivos de queda, o setor de serviços fechou junho em alta de 5%, informou nesta quinta (13) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ainda assim, a atividade do setor se encontra 14,5% abaixo do registrado antes da pandemia.

A alta teve grande influência da reabertura dos restaurantes em parte do Brasil, disse o instituto. "Com o aumento do fluxo de pessoas nas cidades brasileiras, eles começaram a abrir e a receita do segmento voltou a crescer, impactando o volume de serviços de junho?, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Principal motor do PIB (Produto Interno Bruto), o setor foi o mais afetado pelas restrições à circulação para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Foi o único entre os grandes setores que ainda não havia mostrado sinais de recuperação.

Indústria e varejo já haviam avançado em maio e mantiveram a tendência em junho: a indústria cresceu 8,9%, puxada pela produção das montadoras de veículos, e o comércio teve alta de 8%, com forte influência das vendas em supermercados.

"Diferentemente do comércio, a prestação de serviços tem a necessidade da presença da pessoa. Enquanto as pessoas não sentirem segurança, esse setor vai ter mais dificuldades para retomar", disse Lobo, lembrando que o comércio conseguiu migrar para vendas online e ainda roubou clientes de serviços como restaurantes.

"Não consigo imaginar o setor de serviços mostrando a mesma velocidade [de recuperação] que a gente está vendo no comércio", concluiu. A perda acumulada na pandemia é equivalente a todo o ganho do setor entre janeiro de 2011 e novembro de 2014, período de grande crescimento da economia brasileira.

O setor já vinha de um início de ano ruim, com recuo também em fevereiro, antes do início da pandemia. Após o fechamento de lojas e edifícios comerciais, registrou tombo recorde em abril, com queda de 11,9%.