10 de julho de 2026
Nacional

Menina de 10 anos engravida depois de ser estuprada no ES

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Vitória - Há exatamente uma semana, dia 8, uma menina de dez anos foi levada ao atendimento do Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, região norte do Espírito Santo, com suspeita de gravidez. Ela sofria abuso sexual havia quatro anos.

Na quinta-feira (13) a polícia Civil do Estado concluiu o inquérito sobre o caso e indiciou um homem de 33 anos, suspeito de estuprar e engravidar a criança. Segundo a Folha apurou, ele é companheiro de uma tia da menina.

FUGIU

O homem foi indiciado sob suspeita de ameaça e estupro de vulnerável, ambos praticados de forma continuada. Buscas para cumprir mandado de prisão no interior da Bahia, em um município não divulgado onde ele teria familiares, terminaram sem sucesso. Ele é considerado foragido.

"Os policiais foram informados de que o suspeito fugiu do município para destino ignorado, em razão da divulgação do caso e da foto do acusado pelas redes sociais", afirmou o delegado responsável pelas investigações, Leonardo Malacarne.

Seguindo uma notificação do Ministério Público do Espírito Santo, a prefeitura de São Mateus não pode mais passar informações sobre o caso, já que envolve uma criança. O processo corre em segredo de Justiça.

A Promotoria também não respondeu aos questionamentos sobre o tempo de gestação da menina - informações divulgadas por veículos locais afirmam que ela estaria com cerca de três meses de gravidez.

INTERRUPÇÃO

Ao portal A Gazeta, a secretária de ação social de São Mateus, Marinalva Broedel, disse que a interrupção da gestação está em análise.

Pela lei brasileira, o aborto é autorizado em casos de gravidez resultante de estupro, desde que o procedimento tenha consentimento da gestante ou, em caso de incapaz, de seu representante legal.

"A legislação é muita clara. Essas são as exceções legais, o risco de morte da gestante e a gravidez resultante de estupro. Especificamente este caso está constante na legislação e não tem nenhuma abertura, pelo texto, para segundas interpretações", explica Marina Ganzarolli, advogada especialista em violência sexual.

O Juízo da Infância e da Juventude da Comarca de São Mateus diz que o processo está tendo andamento imediato e que todas as hipóteses constitucionais e legais para o melhor interesse da criança serão consideradas.