09 de julho de 2026
Internacional

Europa estuda impor sanções a Belarus

FolhaPress
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Bruxelas - A União Europeia anunciou neste sábado que não reconhece o resultado da eleição presidencial na Belarus e vai estudar sanções contra o país, anunciou em rede social o alto representante para Relações Internacionais do bloco, Josep Borrell.

A comissão eleitoral bielorrussa divulgou nesta sexta o resultado final do pleito, que dá ao atual líder autocrata, Aleksander Lukachenko, 80% dos votos, número contestado por líderes internacionais, oposição e milhares de pessoas que têm protestado desde o dia 9, data da votação.

Reprimidas com muita violência no início, as manifestações não recuaram. No sexto dia de atos, garotas de branco e flores nas mãos eram, outra vez, a face mais visível deles.

Quando a multidão convergiu para o prédio do Parlamento, em Minsk, pelo menos dois agentes de segurança baixaram seus escudos, fazendo com que as mulheres corressem para abraçá-los.

ESTATAIS

Mas a peça-chave desta sexta-feira foram os operários das grandes indústrias estatais.

Lukachenko, no poder há 26 anos, até tentou segurar o apoio dos trabalhadores, considerados espinha dorsal de seu apoio político --ele se apresenta como representante do "bielorrusso comum" e atribui qualquer manifestação de oposição a "desocupados de passado criminoso".

Nesta sexta, porém, ele viu o terceiro dia de protestos em fábricas contra a repressão que já deixou ao menos dois mortos, centenas de feridos, milhares de presos e desaparecidos e um número crescente de denúncias de tortura.

A maioria das companhias havia mantido os trabalhos na quinta, mas, nesta sexta,houve paralisações por algumas horas. "Próxima estação: novo presidente", dizia o slogan dos metroviários.