09 de julho de 2026
Geral

Greve não afeta serviços em Bauru, afirmam Correios

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Parte dos funcionários dos Correios de Bauru e região também aderiu à greve da categoria, iniciada nesta terça-feira (18) em todo o Brasil. Após assembleia virtual realizada na noite do dia anterior, os empregados decidiram pela paralisação por tempo indeterminado, alegando terem perdido direitos trabalhistas.

Segundo os Correios, a mobilização não afetou os serviços da estatal. Ainda de acordo com a empresa, 83% do efetivo total dos Correios no Brasil estavam trabalhando na manhã de terça. "Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas", acrescenta.

Procurado, o presidente do Sindicato dos Empregados dos Correios de Bauru e Região e presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios, José Aparecido Gândara, informou que não foi possível fazer um balanço sobre a adesão alcançada no primeiro dia de mobilização, já que parte dos trabalhadores, pertencente a grupos de risco, já estava afastada da empresa em razão da pandemia da Covid-19. "Não temos um percentual, mas tivemos uma paralisação satisfatória na região, assim como em todo o território nacional", diz.

Gândara explica que a greve foi deflagrada em razão da revogação, a partir de 1 de agosto, do acordo coletivo que teria vigência até julho de 2021, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em caráter liminar, favorável aos Correios. Ainda de acordo com o sindicalista, 70 cláusulas com direitos foram retiradas, resultando, por exemplo, no abatimento de R$ 200,00 no valor do vale-alimentação, redução da licença-maternidade de 180 para 120 dias e do adicional noturno de 60% da hora trabalhada para 20%, bem como suspensão do auxílio para quem tem filhos com necessidades especiais e interrupção do direito ao trabalhador que é estudante de não realizar horas extras.

"Nosso pedido era para que a empresa aguardasse o julgamento final do STF e para que pudéssemos negociar com tranquilidade assim que a pandemia acabasse", frisa. Por meio de nota, os Correios informaram que as reivindicações da categoria custariam aos cofres da empresa quase R$ 1 bilhão anuais, o que equivale a dez vezes o lucro obtido em 2019.

"Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida", diz a estatal, salientando a necessidade de cuidar de sua sustentabilidade financeira em meio à crise provocada pela pandemia. "Nenhum direito foi retirado, apenas foram adequados os benefícios que extrapolavam a CLT e outras legislações, de modo a alinhar a estatal ao que é praticado no mercado", completa.