08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Calçadas - problema rotineiro

Diomara Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Buracos, desníveis, falta de acesso, largura variável e excesso de obstáculos prejudicam o caminhar seguro e confortável por toda cidade.

Ainda pior é nos depararmos com postes e bancas de jornais que também limitam a circulação, geralmente a partir das 17h30. Há ainda a "concorrência" de mesinhas e cadeiras dos muitos bares que estendem seus salões para o espaço público.

E, mais recentemente, bicicletas e patinetes elétricos que são deixados no meio da calçada. "As pessoas tentam nos ajudar a ultrapassar essas barreiras, mas isso aumenta o risco de queda", diz.

É sabido que um dos grandes desafios da mobilidade sustentável nas grandes cidades também é torná-las cada vez mais acessíveis e inclusivas, especialmente para idosos e pessoas com deficiência (PCD).

Todos os números apontam a necessidade da formulação de políticas públicas eficaz para melhorar a qualidade de vida desses grupos, incluindo seus deslocamentos.

Quem possui dificuldades de locomoção em virtude de uma doença seja física ou neurológica sofrem também com obras das concessionárias de energia, água, telefonia, e de setores da própria prefeitura que, após as intervenções, deixam cicatrizes que viram buracos e desníveis, armadilhas para quem caminha.

Para facilitar seus deslocamentos pelas ruas do bairro com segurança é necessário com urgência medidas acessibilidade. Nos locais públicos como praças, ponto de ônibus é ainda maior a dificuldade para locomoção.

Aqui aonde eu moro o bairro tem boa infraestrutura, porém, o maior problema são as calçadas, sobretudo nesse trecho onde ainda não houve a requalificação.

São declives, degraus, rampas e falta de padrão que dificultam caminhar e obrigam-nos a utilizar o leito da rua, muito perigoso, inclusive não só para quem está neste tipo de veículo, mas para outros vizinhos que necessitam de andador.