Um governo que nega água para o índio só pode receitar cloroquina, o que estamos observando atônicos, aparvalhados... É um país enlutado, cansado, um país indefinido. Nos últimos meses o país foi alugado, pois está em vias de destruição, estamos observando nestes 145 dias de reclusão, solidão, o retorno da Casa Grande (pensando bem, ela nunca saiu do seu lugar, é que a distância entre a raia miúda e ela aumentou de maneira terrível) e já veio lacrado com seus benefícios, afinal, ela já conseguiu a reforma trabalhista, destruiu pontos vitais da economia brasileira, retirou a maioria dos direitos dos trabalhadores e no pacote veio a reforma da Previdência.
Mas façamos uma pergunta: o que o capitalismo/liberalismo, ou o nome que quiserem, almeja para esse ex-país?
Eles querem mais descrição do presidente, que anda viajando muito pelo nordeste, parecendo o Lula, e inaugurando obras. Estão pedindo para o presidente sossegar o facho porque a reforma tributária está chegando e demora para fatiar o Congresso e o Senado
O brasileiro tem que entender que a Casa Grande é histórica, vem dos tempos da Senzala e dos escravos, nada foi alterado... Ela não precisa de agitação, há 10 semanas, talvez mais, a avenida Paulista está sem agitação, sem polícia, afinal, está tudo dominado!
Enquanto nós, aqui, na raia miúda histórica, perdendo as ilusões, fatigados e acompanhando mais um boletim de 111 mil mortos enterrados em uma vala comum...
Enquanto isso o STF preserva o Dellagnol e o ministro Celso de Mello tira licença de saúde... esperar o que desse ex-país?
Einstein dizia que existem duas coisas infinitas: o Universo e a estúpidez humana. De Universo ele conhecia e estúpidez humana, nós conhecemos.
Enquanto o Aras banalizou os arapongas, o IBGE informa que o desemprego atingiu 13,3% e estamos no mês de agôsto, com o ano começando agora.
Termino com a jornalista Eliane Brum que, no "El País", começa assim: "No país em que a maioria da população é reduzida à sobrevivência, quem são os burros e os mal informados?"