09 de julho de 2026
Nacional

800 mil morrem de Covid no mundo

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O número de mortes em todo o mundo pelo novo coronavírus ultrapassou 800 mil, segundo relatório divulgado pela Universidade Johns Hopkins (EUA) neste sábado (22). O total de casos passou de 23 milhões.

Mais da metade dos óbitos mundiais ocorreram em quatro países: EUA (175.588), Brasil (113.358), México (59.610) e Índia (55.794). A China, marco zero da doença, registrou 4.710 mortes e quase 90 mil casos. O vírus se espalhou para 188 países desde que foi ali detectado pela primeira vez em dezembro.

Nesta sexta (21), o diretor de emergências da OMS (Organização Mundial da Saúde), Michael Ryan, disse que a desaceleração da pandemia se estabilizou no Brasil, as UTIs estão sob menos pressão do que inicialmente, mas alertou que isso não significa que o país tenha conseguido controlar a transmissão do vírus--são mais de 6.000 casos diários.

"Podemos ter a impressão de que as coisas estão melhorando, mas precisamos de medidas efetivas para diminuir a transmissão no Brasil. A pergunta agora é se esse padrão de declínio será mantido."

O que mais preocupa a OMS no momento é o ressurgimento de casos de Covid-19 em vários países que, com a queda dos registros, haviam relaxado medidas mais restritivas, como o isolamento social e o uso de máscaras de proteção.

A Coreia do Sul, considerada uma história de sucesso no enfrentamento ao coronavírus, voltou a proibir grandes eventos sociais, fechando casas noturnas e igrejas a partir deste domingo, depois de registrar mais de 300 casos em dois dias seguidos.

A Alemanha, que inicialmente também havia conseguido desacelerar a transmissão do vírus, relatou neste sábado mais 2 mil casos, uma quantidade que não era registrada desde o final de abril, o pico da pandemia.

Nesta sexta (21), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que espera que a pandemia acabe em menos de dois anos. Em compaeação com a gripe espanhola, ele lembrou que hoje há mais tecnologia e conhecimento, destacando a importância da "unidade nacional e solidariedade global".

Neste sábado, o professor Mark Walport, membro do Grupo de Aconselhamento Científico para Emergências do Reino Unido, disse à BBC que a Covid-19 "vai ficar conosco para sempre". "É possível que vamos precisar de revacinação em intervalos regulares."