09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Com renda fixa em baixa, imóvel volta a ser opção de investimento

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília- A taxa básica de juros está em 2% ao ano, menor patamar da história, e reduziu drasticamente a rentabilidade de aplicações em renda fixa. Com isso, imóveis voltaram a ser uma alternativa de investimento.

O negócio é vantajoso para aqueles que querem conservar o patrimônio. Porém, não estão dispostos arriscar na Bolsa ou em fundos de renda variável.

Economistas e consultores de finanças afirmaram que, nos últimos anos, o mercado imobiliário não era a melhor aplicação e muitos pregaram, inclusive, que, na ponta do lápis, valia a pena vender a casa própria e morar de aluguel para aplicar em renda fixa.

"Isso porque a rentabilidade com aluguel não chegava ao que se ganhava na renda fixa, com juros a mais de 14% ao ano. Fora a dor de cabeça. A situação dos aluguéis não mudou, a conjuntura econômica e essa comparação é que agora são diferentes", disse Alberto Ajzental, coordenador do curso de desenvolvimento de negócios imobiliários da FGV.

VOLATILIDADE

O cenário mudou e a tendência agora é de crescimento do segmento. Em momentos de crise, quando outros ativos mostram volatilidade, o preço dos imóveis é pouco afetado.

Além disso, os juros baixos incentivam aqueles que querem financiar a moradia, o que também favorece a retomada do mercado imobiliário.

A caderneta de poupança, por exemplo, rende a TR (Taxa Referencial), hoje zerada, mais 70% da Selic, que está em 2% ao ano.

A regra prevê que, quando a taxa básica de juros estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será 0,50% ao mês, mais TR. Caso a taxa Selic esteja menor ou igual a 8,5% ao ano, o investimento é remunerado a 70% da Selic, acrescida da TR.