09 de julho de 2026
Geral

Setor de transporte escolar protesta e prefeitura estuda auxílio emergencial

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

A suspensão das aulas não trouxe impactos apenas a alunos, pais e professores. Os trabalhadores do transporte escolar também sofrem com a paralisação das atividades e, em Bauru, resolveram se mobilizar para pedir ajuda ao poder público. Nesta segunda-feira (24), a categoria participou de uma carreata e foi recepcionada pela prefeitura, que se comprometeu a estudar a criação de um projeto de lei para o pagamento de um auxílio emergencial aos moldes daquele idealizado pelo governo federal.

Cerca de 60 vans marcaram presença durante o protesto, que culminou no Palácio das Cerejeiras. O grupo se concentrou na avenida Nações Norte. De lá, rumou para a sede da Prefeitura de Bauru, passando pela Nações Unidas, Saint Martin, Vereador Joaquim da Silva Martha e Agenor Meira.

DESDE MARÇO

Presidente do Sindicato dos Motoristas Autônomos de Bauru e Região, Vitor Moreira Tallão diz que os profissionais do transporte escolar e taxistas se encontram nesta situação desde março de 2020.

De acordo com ele, ambos os grupos reivindicam à prefeitura um auxílio emergencial, equivalente a um salário mínimo, cestas básicas e suspensão das taxas até o ano que vem. 

Antes do protesto, a entidade já havia apresentado a proposta à Comissão de Obras e Transportes da Câmara de Vereadores. Conforme o JC noticiou, o órgão decidiu formalizá-la ao município.

Além disso, segundo Tallão, a prefeitura deixou a desejar em relação às cestas básicas. "Em março, o pessoal recebeu, mas está até agora esperando pelos alimentos referentes ao mês de abril", critica.

Este, inclusive, foi um dos motivos que levou o sindicato a organizar a carreata. "Nós entendemos se tratar de uma reivindicação lícita, porque o transporte escolar depende da autorização do poder público para trabalhar e não podemos, por lei, desempenhar outra função com os nossos veículos", pondera.

O presidente da instituição estima que 90% dos trabalhadores do transporte escolar e taxistas não conseguiram receber o auxílio emergencial do governo federal. "Nós já tivemos pessoas com problema de saúde e até gente que precisou se mudar para a casa dos filhos por conta disso", revela.

Ao todo, Tallão informa que a cidade abriga 126 vans escolares, 50 monitores e 168 motoristas. Quanto aos taxistas, 288 pessoas conduzem 202 veículos do tipo.

PROJETO DE LEI

Em nota enviada pela assessoria de comunicação, a Prefeitura de Bauru alega que "continuará a fornecer cestas básicas, como vem sendo feito, e estudará a criação de um projeto de lei para o pagamento do auxílio aos motoristas".

Se houver tal possibilidade, o município ainda garantiu que encaminhará o texto para a apreciação da Câmara de Vereadores.