10 de julho de 2026
Geral

Desde o início da pandemia, Covid já afastou 668 servidores só no HE

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Referência no atendimento público para Bauru e região dos casos de Covid-19, o Hospital Estadual (HE) de Bauru já registrou 668 afastamentos de servidores por suspeita ou confirmação da doença desde o início da pandemia, há mais de cinco meses. O número representa 37% do quadro total de funcionários da unidade. Até o momento, não há informações sobre mortes de servidores da saúde pública no município causadas pelo novo coronavírus, segundo a Secretaria de Saúde do Estado.

Ainda de acordo com o órgão, os afastamentos são temporários e ocorrem seguindo protocolo de assistência e segurança das equipes, após profissionais apresentarem sintomas que levantaram a suspeita sobre a doença. Um exame é feito e, até que o resultado saia, o afastamento permanece.

Em caso de confirmação da Covid, o funcionário fica afastado por aproximadamente 14 dias para recuperação. Se o resultado for negativo, o trabalhador volta à ativa, mas precisa de aval médico.

MAIORIA JÁ RETORNOU

Dos 668 afastados, a maioria já retornou ao trabalho após recuperação ou exame negativo. Nesta terça-feira (25), 27 profissionais ainda permaneciam afastados, aguardando exames ou em recuperação da doença, o que representa 1,5% do quadro total de servidores do HE, que é de 1.802 médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros. Poucos foram os profissionais que internaram por apresentar quadro mais grave da doença.

"A média de afastamentos, no mês, varia entre 2% e 4% do quadro de funcionários", reforça Rozeli Tamelini Santos, gerente de RH do HE.

O número parece baixo, mas, para contornar a situação, o hospital já realizou 62 contratações emergenciais ao longo da pandemia, além de praticar remanejamento de pessoal em vários setores.

Maioria proporcional no quadro de servidores do Hospital Estadual, os técnicos de enfermagem são os que também mais se afastam.

AMBULATÓRIO ESPECÍFICO

Como forma de agilizar a situação e evitar a contaminação de equipes, o atendimento médico dos servidores do HE tem acontecido no ambulatório do próprio hospital, que teve parte isolada para atender especificamente os funcionários com síndrome gripal.

Cinco médicos do trabalho se revezam diariamente até as 22h por lá. "A unidade faz testagens e funciona até este horário justamente para conseguir alcançar os três turnos do hospital, manhã, tarde e noite. Uma média de oito funcionários com quadro da doença é atendida por dia. Se a pessoa apresenta qualquer sintoma relacionado à Covid, ela é afastada", detalha Rozeli Tamelini Santos.

O HE também ampliou seu atendimento psicológico para atender trabalhadores na ativa e os afastados. "É um momento difícil para os profissionais de saúde e a procura por ajuda psicológica também aumentou", reforça a gerente de RH do HE.