08 de julho de 2026
Esportes

Competição volta hoje com reedição de final de 2019

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Após mais de cinco meses paralisado em função da pandemia do coronavírus, o Campeonato Brasileiro Feminino será retomado nesta quarta-feira (26) com a disputa dos três jogos que vão concluir a 5ª das 15 rodadas da fase inicial e algumas atrações. O torneio, afinal, retorna com a repetição da final de 2019 - Corinthians x Ferroviária - e um técnico que superou uma grave doença durante o período de pausa, o santista Guilherme Giudice, mas também com a preocupação sobre as condições financeiras do Iranduba, um tradicional participante.

O torneio não tinha jogos desde 15 de março, voltando nesta quarta com os duelos Santos x Audax (14h, na Vila Belmiro), Internacional x Flamengo (15h30, no Sesc Campestre) e Corinthians x Ferroviária (19h30, no Parque São Jorge).

O time de Araraquara é o líder do campeonato e volta nesta quarta-feira ao estádio e diante do rival a quem superou, nos pênaltis, na decisão do Brasileirão de 2019. No Corinthians, três atletas testaram positivo no retorno dos trabalhos, uma a mais do que a Ferroviária, clube que se reforçou com a lateral-direita Daiane, que estava no Benfica e venceu pelo clube a Libertadores de 2015. "Espero corresponder da melhor forma possível, jogar em alto nível e ganhar títulos, esse é o meu foco", afirmou.

Assim como a Ferroviária, o Santos também ganhou todas as partidas que disputou no Brasileirão. E terá grande atração no banco na quarta, com a presença do técnico Guilherme Giudice, que superou um câncer.

Em abril de 2019, ele encontrou um nódulo no testículo e descobriu que tinha câncer. Realizou cirurgia em outubro e aparentemente estava tudo bem. Até que em dezembro percebeu um nódulo no pescoço. Os exames detectaram uma metástase decorrente do antigo tumor, achando um outro nódulo no abdômen, entre os pulmões e o diafragma. Apesar do diagnóstico, Guilherme permaneceu no comando do time feminino do Santos, mas chegou a perder alguns treinos e jogos. Começou a fazer quimioterapia em fevereiro.

"Expectativa é altíssima. O Santos é um dos cotados para o título, não só pela tradição, mas por causa do trabalho que a gente vem desenvolvendo. Vamos lutar", disse Guilherme, que era auxiliar de Emily Lima e assumiu como treinador após a saída dela, em setembro de 2019.