10 de julho de 2026
Nacional

Bolsonaro acha R$ 247 pouco para beneficiários

Estadão Conteúdo
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Brasília - O presidente Jair Bolsonaro considerou insuficiente o valor médio de R$ 247 mensais proposto pela equipe econômica para os beneficiários do programa Renda Brasil, ampliação do Bolsa Família que é uma das principais apostas do governo na área social.

De acordo com fontes do Palácio do Planalto, a quantia a ser paga é "um dos vários aspectos" que serão reavaliados a pedido do presidente, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O novo programa social do governo prevê três "atos" ao longo da sua implantação: 1) transferência de renda com o fim do auxílio emergencial de R$ 600 e transição para o Renda Brasil; 2) um novo programa de emprego, batizado de Carteira Verde Amarela, que promete baratear a contratação dos contemplados do programa e prevê um complemento de renda numa espécie de "imposto negativo"; e 3) a desoneração da folha de salários (redução nos encargos que as empresas pagam sobre salários).

COMO BANCAR

Para bancar o custo de R$ 52 bilhões do Renda Brasil, Guedes propõe a extinção de programas considerados ineficientes, como o abono salarial (benefício de um salário mínimo voltado para quem ganha até dois pisos), o seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período de reprodução dos peixes), salário-família (pago a trabalhadores formais e autônomos que contribuem para o INSS, de acordo com a quantidade de filhos) e Farmácia Popular. Além disso, Guedes disse a Bolsonaro que é possível ampliar o valor para R$ 300, desde que haja um corte nas deduções do Imposto de Renda. De acordo com os dados da Receita Federal, os 20% mais ricos são os mais privilegiados com o abatimento de despesas médicas e educacionais.