11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Donald Trump aposta na virada

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Donald Trump atropelou previsões e chegou à Casa Branca como o presidente mais controverso da história dos EUA. Após uma campanha agressiva e preconceituosa contra Hillary Clinton, houve quem acreditasse que o peso do cargo mais alto do Executivo modularia seu estilo e personalidade, mas foi Trump quem redesenhou a Presidência americana.

O republicano inverteu a lógica da Casa Branca e agora se mostra disposto a dobrar a aposta para tentar repetir a virada de 2016 e conquistar a reeleição. Para isso faria seu discurso mais contundente na noite desta quinta-feira, a partir da própria Casa Branca, para encerrar a convenção republicana que o aponta como o candidato do partido à reeleição.

GOVERNO A SEU FAVOR

Trump usou o governo a serviço de seus interesses públicos e privados, com apoio de base que, em troca, demanda a manutenção dos valores conservadores do país.

A ideia de que os democratas mergulharão os EUA no socialismo foi o grande alicerce do presidente para manter essa dinâmica e, como se viu na convenção republicana nesta semana, será mais uma vez seu principal argumento para garantir o segundo mandato.

Desde a abertura, na segunda (24), o evento que oficializou Trump candidato tem sido a alegoria perfeita do cruzamento da linha entre governo e campanha, que deve ter seu ápice nesta quinta (27), quando o presidente fará o discurso para formalizar sua candidatura de dentro da Casa Branca. Devido à pandemia que já matou quase 180 mil pessoas no país, parte da convenção tem sido feita remotamente, e os discursos são transmitidos por vídeo.

Aos 74, o republicano precisa renovar a energia dos que votaram nele em 2016. E mais: tenta ao menos amedrontar eleitores moderados que o apoiaram há quatro anos, mas, desta vez, cansados de sua retórica belicosa, têm flertado com o democrata Joe Biden. 

A ideia de que os democratas são anarquistas que vão abolir os subúrbios e prejudicar a classe trabalhadora é mais um elemento que deve ser repetido por Trump e remete aos ataques à oposição durante os protestos antirracismo e contra a violência policial, apoiados por Biden. Os atos, porém, eram quase sempre pacíficos, com casos pontuais de violência e depredação.