10 de julho de 2026
Nacional

IBGE: desocupação sobe em 11 Estados no segundo trimestre

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A taxa de desocupação do Brasil no 2º trimestre de 2020 ficou em 13,3%, o que representa alta de 1,1 ponto percentual (p.p) em relação ao primeiro trimestre do ano, quando registrou 12,2%. Em relação ao mesmo trimestre de 2019 cresceu 1,3 p.p. Lá a taxa era 12%. 

Entre abril e junho deste ano, a desocupação subiu em 11 estados e ficou estável em 14. As taxas mais altas foram na Bahia (19,9%), em Sergipe (19,8%), em Alagoas (17,8%), no Amazonas (16,5%), no Rio de Janeiro (16,4%) em Roraima (16,3%) e no Maranhão (16,0%). 

Já as mais baixas foram em Santa Catarina (6,9%), no Pará (9,1%), no Rio Grande do Sul (9,4%) e no Paraná (9,6%). Apenas o Amapá (-5,8%) e o Pará (-1,6%) registraram queda em relação ao período anterior. A média nacional de desemprego, de 13,3%, foi superada em 12 unidades da federação.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua) para o segundo trimestre de 2020, divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também na comparação ao mesmo trimestre de 2019, 12 estados tiveram alta na taxa de desocupação. As maiores foram Sergipe (4,5 p.p.), Rondônia (3,9 p.p.) e Minas Gerais (3,4 p.p.). Ainda nessa comparação, o Pará repetiu o desempenho e apresentou queda de 2,1 p.p. As outras unidades da federação registraram estabilidade.

Conforme o IBGE já tinha divulgado no dia 6 deste mês, entre abril e junho, o país tinha 12,8 milhões de pessoas sem trabalho. A taxa de desocupação cresceu 1,3 p.p., se comparada ao segundo trimestre de 2019.

Desalento

A PNAD Contínua Trimestral indicou ainda que o número de desalentados atingiu 5,6 milhões de pessoas. Isso equivale ao crescimento de 19,1% em relação ao trimestre anterior. A Bahia concentrou o maior contingente (849 mil). O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada) entre abril e junho atingiu 5,6%, o que representa elevação de 1,2 p.p., se comparado ao primeiro trimestre de 2020. Os maiores percentuais foram registrados no Maranhão (21,6%) e em Alagoas (20,7%), Já Santa Catarina (1,4%) e Distrito Federal (1,2%), foram os menores.