10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Moda: o desafio da pandemia continua

Alice Ferraz
| Tempo de leitura: 2 min

A coragem para manter seu próprio negócio é, muitas vezes, a mais desafiadora. Li, certa vez, que, como toda a virtude, a coragem só existe no presente. Ter tido coragem não prova que se terá nem mesmo que se tem. Sendo assim, estamos todos na mesma página em tempos de quarentena. Se fomos ou não corajosos, agora, teremos que, novamente, decidir por ser ou não na vida pós-pandemia, para continuar ou recomeçar nossa vida profissional.

No mercado da moda, a compra de roupas é, claro, um bem não essencial. Esse mercado altamente impactado precisará não só da sua conhecida criatividade, mas também da coragem para continuar e se reinventar. Exemplo dessa atitude, a estilista de vestidos de festa Lethicia Bronstein continuou a trabalhar durante seu isolamento na quarentena, tomando, claro, todos os devidos cuidados. Mesmo assim, foi julgada.

"Não parar a minha vida profissional parecia errado para muitos, mas eu precisava manter empregos e fornecedores, fazer girar meu negócio e a economia. Uma cadeia inteira dependia de mim e da marca; parar não seria a melhor opção", explica a carioca. Ela, que já vestiu a cantora Jennifer Lopez e a atriz Megan Fox (além de ter seus vestidos de festa disputados também por celebridades nacionais, entre elas Izabel Goulart, Caroline Ribeiro e Fernanda Tavares), decidiu agir.

Depois desse primeiro ato de coragem, Lethicia, que teria um lançamento uma semana após o fechamento do mercado pela quarentena, foi rápida para finalmente colocar o e-commerce da grife em pé. Em vinte dias, "para não perder o dia das mães", diz ela, repensou seu negócio, voltado para a alta-costura e vestidos sob medida, para se lançar em um sonho antigo: uma coleção prêt-à-porter, feita de roupas prontas para vender. Em meio à quarentena, surgia um novo negócio. Chamada Pietra, a grife de roupas casuais nasceu para ser vendida em seu novíssimo e-commerce.

"Não sei quando as festas e os casamentos (como costumávamos ter) vão voltar a acontecer. Eu precisava me reinventar, sou uma pessoa racional e entendi que tinha que agir e fiz", conta ela, com o otimismo característico dos empreendedores. Ela afirma ter tido medo, claro, mas que não se rendeu a ele. Sempre escutou que, em momentos de crise, oportunidades aparecem - então, era chegada a hora.

Conseguir ter a visão de que uma mudança era necessária e agir com rapidez fizeram a diferença para que seu novo negócio estivesse, agora, em pleno funcionamento.