O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, deu mais detalhes nesta terça-feira (1) sobre como vai funcionar todo o novo funcionamento do estádio do clube, agora renomeado Neo Química Arena depois da negociação fechada pelo "naming rights".
Todos os R$ 300 milhões que forem recebidos ao longo dos 20 anos de contrato serão direcionados ao pagamento da dívida com a Caixa Econômica Federal. Em breve, a arena terá até mudanças nos nomes dos setores, que deixarão de ser chamados como Oeste e Norte, por exemplo, para serem batizados com remédios e produtos do laboratório Neo Química.
O dirigente corintiano confirmou o valor do contrato e detalhou que anualmente o clube receberá R$ 15 milhões referentes à cessão do nome do estádio. Todo esse recurso será destinado ao pagamento do financiamento feito com a Caixa para construir a arena. "Com a Caixa, devemos uns R$ 530 milhões a R$ 550 milhões. Com esses R$ 300 milhões (do 'naming rights'), vai 100% para abater a dívida com a Caixa. Temos discussão com a Caixa para ver o que os dois entendem. Vamos abater a dívida com a Caixa. Chegaremos a uma conclusão", disse Sanchez.
O presidente do Corinthians contou que ainda na segunda-feira (31) enviou uma cópia do contrato do "naming rights" para a Caixa analisar. O clube e o banco divergem qual é o valor exato da dívida. O plano é pagar o financiamento em três parcelas anuais de R$ 5 milhões. "Há uma discussão de valores, mas agora que há o 'naming rights' vamos sentar e conseguir negociar para que o fluxo seja condizente com o financiamento da arena", explicou o diretor jurídico, Fabio Trubilhano.
O Corinthians admite que pela construção da arena contraiu três dívidas. A pendência com a construtora Odebrecht foi paga e resta agora a parte relativa à Caixa, assim como acertar com uma empresa que era filiada à construtora. Sobre esta última, o clube disse aguardar um processo de recuperação judicial para concluir as negociações. Embora no início das obras do estádio o Corinthians insistisse que só negociaria o "naming rights" por R$ 400 milhões, o presidente admite que foi necessário fazer uma mudança nos planos.
O clube pretende agora mudar nos próximos dias a identidade visual do estádio ao espalhar pelo local os nomes da Neo Química com adesivos e banners. A princípio, a Neo Química não investirá dinheiro no time. Mas a relação com o Corinthians vai impactar na rotina do estádio de outra forma. O clube deve receber mais eventos, inclusive shows, algo que era recusado nos últimos anos.