São Paulo - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que a agenda de desestatização do governo federal "não foi bem no ano passado" e disse que sempre que o governo federal agir na direção de desestatização, terá o apoio do governo de São Paulo. No Estado, entre os projetos de infraestrutura que podem ser passados à iniciativa privada estão aeroportos e rodovias estaduais além do Porto de Santos, atualmente de controle do governo federal. "Estamos retomando obras da linha-6 laranja do Metrô graças à parceria público-privada", disse Doria.
Segundo o governador, o País precisa de uma reforma administrativa e, na sequência, da reforma tributária, além de acelerar a agenda de desestatização para superar a crise.
Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Doria disse que "o pior PIB da história do Brasil" deve fazer com que o Ministério da Economia e os Estados planejem adequadamente a retomada econômica, a geração de emprego e a nova trajetória da economia do País. "Maus governos se contaminam com gastos indiscriminados, aumentam a dívida pública, fazem pedaladas fiscais, aceitam e promovem a corrupção e promovem cabides de empregos".
REFORMA
De acordo com Doria, a proposta de reforma administrativa estadual, encaminhada à Assembleia Legislativa do Estado, irá permitir o equilíbrio fiscal, a manutenção dos serviços públicos, assistência aos mais pobres e a atratividade de investidores nacionais e internacionais.
A proposta prevê a extinção de órgãos estaduais e adequações orçamentárias das universidades.