11 de julho de 2026
Nacional

OMS descrente: não espera vacinação em massa antes de meados do ano que vem

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Genebra - A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse, nesta sexta-feira (4) que não espera uma ampla vacinação contra o novo coronavírus antes de meados de 2021. "Um número considerável de candidatos já entrou na fase 3 dos testes. Sabemos de pelo menos seis a nove que já percorreram um longo caminho em termos de pesquisa", disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris, em coletiva de imprensa, em Genebra.

"Mas em termos de um cronograma realista, não esperamos ver uma ampla vacinação antes de meados do próximo ano", acrescentou. A porta-voz explicou que a fase 3 dos estudos clínicos - ou seja, a etapa de testes em massa com voluntários - leva tempo, pois os cientistas devem verificar se as vacinas são eficazes e seguras.

Há uma grande competição para desenvolver um imunizante contra covid-19. Nos Estados Unidos, país com o maior número de mortes no mundo, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) pediram "urgentemente" aos Estados que façam o que for necessário para que os centros de distribuição de uma futura vacina possam ser "completamente operacionais antes de 1º de novembro de 2020", ou seja, pouco antes da eleição presidencial. No final de agosto, o presidente americano, Donald Trump, prometeu uma vacina ainda "este ano".

RUSSOS CONTRAPÕEM

Para os russos, a publicação do estudo em uma revista reconhecida é uma resposta às acusações de falta de transparência no processo. A Sputnik V foi registrada há menos de um mês, sem que um estudo fosse apresentado internacionalmente para a revisão dos pares, como é de praxe no meio acadêmico.

"Com essa publicação, respondemos a todos os questionamentos", afirmou Kirill Dmitriev, diretor do fundo de investimento russo responsável pelo financiamento. Ele lembrou que a plataforma é a mesma usada no passado no imunizante contra o ebola e, por isso, já foi testada com sucesso em milhares de pessoas.